Caracterização econômica dos municípios sul-mato-grossenses do Corredor Bioceânico

Michel Constantino, Arlinda Cantero Dorsa, Daniel Silva Boson, Dany Rafael Fonseca Mendes

Resumo


A presente pesquisa teve por objetivo caracterizar, a partir de indicadores econômicos, os municípios de Mato Grosso do Sul (MS) com influência direta e indireta na criação da Rota Bioceânica, que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico. Para a presente análise, foram avaliados todos os municípios, em dois traçados distintos, entre a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande e Porto Murtinho, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com Paraguai. Os indicadores econômicos utilizados foram: PIB; PIB per capita; população; arrecadação de impostos; valor adicionado bruto setorial; e atividade econômica principal, secundária e terciária. Os resultados trazem evidências não só de desenvolvimento econômico entre 2010 e 2015, como também de diferenças na variação do crescimento de acordo com a atividade produtiva de cada município avaliado. A análise de cluster apresentou municípios com similitudes, e, neste contexto, Campo Grande diverge dos demais municípios, enquanto Maracaju e Sidrolândia formam um cluster único de grande impacto econômico no Estado. Do ponto de vista econômico, Porto Murtinho – apesar do crescimento do setor de turismo no município – é a cidade mais vulnerável, apresentando baixa dinâmica produtiva, com uma economia baseada na pecuária e, ainda, fortemente dependente de recursos da administração pública.


Palavras-chave


FRONTEIRA; MATO GROSSO DO SUL; ANÁLISE ECONÔMICA; ROTA BIOCEÂNICA

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.20435/inter.v20iespecial.2119

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ISSN 1984-042X (versão online)