As incubadoras sociais do Rio Grande do Sul na base de fomento da práxis emancipatória: algumas problematizações

Fabio Jardel Gaviraghi, Caroline Goerck, Walter Frantz

Resumo


Este artigo problematiza resultados de uma pesquisa de doutorado, realizada em 2016, que tinha por objetivo analisar como as incubadoras sociais universitárias estão desenvolvendo o processo de incubação com os empreendimentos de geração de trabalho e renda, buscando averiguar se tal acontece nas perspectivas da educação popular e no enfrentamento das refrações da questão social. Os resultados mostram que as Incubadoras estão promovendo ações de formação emancipatória, pois utilizam-se da educação popular e contribuem com o desenvolvimento local.

Palavras-chave


universidade; extensão universitária; incubadoras sociais, formação emancipatória.

Texto completo:

PDF

Referências


BARCELOS, E. S. A formação humana nos caminhos da promoção da vida cidadã. In. BARCELOS, E. S.; RASIA, P. C.; SILVA, E. W. (Org.). Economia solidária: sistematizando experiências. Ijuí, RS: Editora Unijuí, 2010.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Decreto n. 5.773, de 9 de maio de 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=116:qual-e-a-diferenca-entre-faculdades-centros-universitarios-e-. Acesso em: 14 set. 2016.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

COIMBRA, A. L. S.; SOUZA, M. B. Princípios e ações em economia solidária: a Intercoop/UFJF e o cooperativismo popular com egressos do sistema penitenciário de Juiz de Fora/MG. Proposta: Revista Trimestral de Debate da Fase, Rio de Janeiro, ano 31, n. 112, p. 4-15, 2007.

CULTI, M. N. Conhecimento e práxis: processo de incubação de empreendimentos econômicos solidários como processo educativo. Revista Otra Economia, São Leopoldo, RS, v. 3, n. 5, p. 146-65, 2009.

CULTI, M. N. Economia solidária: incubadoras universitárias e processo educativo. Proposta, Rio de Janeiro, v. 31, n. 111, p. 16-22, jan. 2007.

EID, F. Análise sobre processos de formação de incubadoras universitárias da Unitrabalho e metodologia de incubação de EES. In: PICANÇO, I.; TIRIBA, L. (Org.). Trabalho e educação. Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2004. p. 167-88.

FERRARINI, A. V.; ADAMS, T. A educação popular na formação de trabalhadores da economia solidária: avanços políticos e desafios pedagógicos. Ciências Sociais Unisinos, São Leopoldo, RS, v. 51, n. 2, p. 212-21, maio/ago. 2015.

FRAGA, L. S. Extensão e transferência de conhecimento: as incubadoras tecnológicas de cooperativas populares. 2012. 242 f. Tese (Doutorado em Política Científica e Tecnológica) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, 2012.

FRANTZ, W. Reflexões sobre universidade. In: ANDRADE, E.; ANDRIOLI, L. A.; FRANTZ, W. (Org.). Educação no contexto da globalização: reflexões a partir de diferentes olhares. Ijuí, RS: Ed. Unijuí, 2013.

FRANTZ, W. Desafios à universidade no espaço das práticas sociais. In: BARCELOS, E. S.; RASIA, P. C.; SILVA, E. W. (Org.). Economia solidária: sistematizando experiências. Ijuí, RS: Editora Unijuí, 2010.

FREIRE, P. Cartas a Cristina. São Paulo: Paz e Terra, 2015.

GADOTTI, M. Trabalho e educação numa perspectiva emancipatória. In: FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: Democratização, emancipação e sustentabilidade, 2., 2012, Florianópolis. Disponível em: https://sites.google.com/site/eticaesegurancadotrabalho/trabalho-e-educacao-numa-perspectiva-emancipatoria

INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL (ITS). Incubação de Cooperativas Populares e de Empreendimentos Econômicos Solidários. 2010. Disponível em: https://docs.wixstatic.com/ugd/85fd89_deffb7e690e84956ad5a19c94be406b3.pdf. Acesso em: 6 nov. 2017.

MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 33. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

MELO NETO, J. F. Educação Popular e “experiência”. Contexto & Educação, Ijuí, RS, ano 26, n. 85, p. 31-50, jan./jun. 2011.

MOURA, E. P. G. O que estamos fazendo quando incubamos? In: SCHOLZ, R. H. (Org.). Economia solidária e incubação: uma construção coletiva de saberes. São Leopoldo, RS: Oikos, 2014.

NOGUEIRA, M. D. P. Políticas de extensão universitária brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

OLIVEIRA, E. M. Incubadora de empreendimentos de economia solidária, territorialização e cooperação; elementos de uma educação sócio dialógica. In: CORDEIRO, A. M. R.; ALCOFORADO, J. L.; FERREIRA, A. G. (Org.). Territórios, comunidades educadoras e desenvolvimento sustentável. Coimbra, Portugal: Departamento de Geografia – Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2014.

PALUDO, C. Educação popular como resistência e emancipação humana. Cadernos CEDES, Campinas, SP, v. 35, n. 96, p. 219-38, maio/ago. 2015.

SANTOS, B. S. S. Educação Popular e Universidades. Palestra Proferida no Fórum da Educação Popular. Porto Alegre, 2016. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BW3p6nY-ASY. Acesso em: 15 jul. 2016.

SANTOS, A. M.; CRUZ, A. Incubadoras tecnológicas de cooperativas populares: interdisciplinaridade articulando ensino, pesquisa e extensão universitária. e-cadernos CES, n. 2, 2008. Disponível em: https://journals.openedition.org/eces/1354

TORRES, A. A educação popular como prática emancipadora. In: STRECK, D. R.; ESTEBAN, M. T. (Org.). Educação popular: um lugar de construção social coletiva. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.




DOI: http://dx.doi.org/10.20435/inter.v0i0.1834

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 
Indexada em:
 
 

ISSN 1984-042X (versão online)